The Graveyard Book
Sexta passada eu fui no lançamento do novo livro do Neil Gaiman, The Graveyard Book. O evento serviu como desculpa pra ir ver Londres de perto pela primeira vez, comer fish and chips e beber Guiness e pegar um bronze por ficar na chuva inglesa, mas acabei lucrando não só uma palestra legal com o autor (e até a leitura de um capítulo inteiro) como também dois exemplares do livro recém saídos do forno. Um deles foi autografado e já está reservado pro érre – deve seguir na bagagem do Fred lá pelo fim de novembro. Guenta aí, érre. O outro, pra compensar a falta de autógrafo, tem marcador de página embutido, que foi bem útil nos últimos dias, enquanto lia. Ontem finalmente terminei. E foi uma decepção.
Não que o livro seja ruim, no sentido Dan Brownesco da coisa. Dan Brown não sabe escrever, e desse mal o Neil Gaiman não sofre. É agradável, flui fácil, entretem, é um típico best-seller, escrito como tal pra ser um (e isso é a qualidade dele, não o problema.)
Os problemas do livro são outros. Eu identifiquei três. O principal deles é ele ser, sem assumir-se como tal, uma adaptação algo linear e direta demais do The Jungle Book.
Comecei a me preocupar quando notei, rapidamente, que a ligação entre o The Graveyard Book e o The Jungle Book iam além da premissa básica, da correlação entre alguns dos personagens principais e do título. Em vários momentos, na verdade, na maior parte, o best-seller do Neil Gaiman é uma releitura fiel do clássico do Kipling (o cara que escrevia muito sobre macacos, segundo a vendedora da loja de mesmo nome). O Jungle Book é escrito em forma episódica, assim como o Graveyard Book, e a maior parte dos episódios de um são exatamente iguais ao do outro, estruturalmente falando. Personagens foram traduzidos de forma direta da selva pro cemitério. Lá pelo meio eu me convenci que o Graveyard book não havia sido inspirado, ele era uma adaptação modernosa horror-fake do Jungle Book.
Agora, nada contra, por princípio, adaptações de clássicos pros tempos modernos ou outros ambientes. Podem ser interessantes e podem gerar coisas boas. Muito boas. No caso do Apocalypse Now, trazendo o clássico Heart of Darkness do coraçào da selva africana no século XIX pro horror da então contemporânea Guerra do Vietnã, gerou inclusive uma obra prima em seu próprio mérito. A adaptação do Neil Gaiman, por outro lado, está longe de ser uma obra prima. Está mais praquele Romeu e Julieta nos tempos modernos, com o Di Caprio e Clara Danes, do que Coppola abordando o lado escuro da humanidade na selva. É legalzinho, entretem, é uma idéia interessante, mas só.
Não que esperasse que o Graveyard Book fosse uma obra-prima (e nem em meus sonhos loucos eu ousaria esperar algo do nível do Jungle Book), mas eu certamente esperava mais do que uma adaptação espertinha. Na verdade, eu nem desconfiava que era uma adaptação de qualquer jeito. Eu descobri lendo o livro, e isso foi uma das decepções. Neil Gaiman disse que teve a idéia de escrever um livro sobre um guri criado pelos mortos em um cemitério 23 anos atrás. Quando foi escrever, percebeu que não estava à altura da idéia, e que teria de se ornar um escritor melhor para executá-la. Ano passado ele percebeu que, feliz ou infelizmente, não iria ficar melhor do que já era, e sentou o pandeiro pra escrever a antiga idéia. Que ele precisaria amadurecer pra escrever o livro que quis escrever a vida toda.
Pensem comigo: 23 anos atrás, ele escreveu o Sandman. O Sandman é um universo inteiro, uma história altamente complexa de 2000 páginas que se interconectam e se relacionam em vários níveis, escrito on the fly, um capítulo mensal por vez – nada de sentar a bunda e planejar tudo previamente. E se nessa época, fazendo algo do nível do Sandman, ele achou que ainda não estava pronto pra escrever o Graveyard Book, e que agora ele estava pronto pra escrever o livro que ele passou a vida querendo escrever. E aí descubro eu, no meio da leitura, que não é uma história inédita a partir de uma premissa comum, algo inspirado no Jungle Book, como ele disse, mas sim uma fucking adaptação bestsellerzesca de um clássico! Ele pode, e fez, bem melhor que isso já.
E caso alguém ainda tenha qualquer espécie de dúvida da relação entre as duas obras, apesar da gritante obviedade pra qualquer um que tenha lido o Kipling, e do posfácio em que ele diz que “I owe an enormous debt, consious and, no doubt, unconscious, to Rudyard Kipling and the two volumes of his remarkble work The Jungle Book“ (you do? No shit, Gaiman), ainda há passagens explícitas pra iluminar ainda mais a coisa. Por exemplo, quando o vilão da história, que lá pela página dois da história todo mundo já notou que é o equivalente do tigre Shere Khan no Jungle Book, está nos ataques finais já perto do clímax da ação, diz Gaiman:
[O vilão] took a step further into the room, his head swinging from side to side like an old tiger scenting the prey. [ênfase minha] (The Graveyard Book, pg. 256)
Mas não diga você! Como um velho tigre, é? Quem poderia dizer! E ele ainda faz o mesmo com o guardião de Bod, Silas, que é obviamente Baaghera, a pantera negra guardiã do Mowgli:
His guardian looked almost heartbroken then, and Bod found himself scared, like a child who has woken a sleeping panther. [ênfase, de novo, minha] (The Graveyard Book, pg. 164)
Junto dessa explicitação há também uma certa previsibilidade já tradicional dos romances do Neil Gaiman. Em geral eu vejo a quilômetros a grande surpresa ou plot twist que ele está preparando. Mas os romances dele sempre agem como se fosse uma grande surpresa ainda, o que é meio chato. A explicitação e a previsbilidade são o segundo problema do livro.
E aí resta mais uma crítica, o terceiro problema. O livro foi escrito como um filme. Eu nada tenho contra livros que viram filmes (como os já citados Heart of Darkness e Apocalypse Now), ou filmes que viram livros (2001, Uma Odisséia No Espaço, obra prima do Kubrick que virou obra prima do Clarck), mas é preciso entender a diferença básica das mídias. Um filme é sobre ações, um livro é sobre idéias. Um filme mostra as coisas, um livro descreve as coisas. Um filme que descreva as coisas, em vez de mostrar, tende a ser chato (e a atrair estudantes de cinema que se acham geniais e cabeça) e um livro que queira mostrar a ação falha miseravelmente, porque ele só tem, obviamente, como descrever a ação, e isso é chato. E Gaiman perde muito tempo descrevendo a ação, como se já estivesse vendo em sua cabeça os movimentos dos personagens animados em computação gráfica na tela, como se quisesse facilitar, ou direcionar, a adaptação do seu romance por Hollywood. Mesmo que ele tenha escrito o livro já com os direitos de filmagem vendidos, o que parece ser o caso, a julgar pelo posfácio, ele deveria se preocupar com outras coisas, e não com resolver problemas que não são da sua mídia. Problemas que, aliás, ele não resolve, pois nem tem como, ao mesmo tempo que cria outros.
Então é isso. O livro como um todo não é horrível, nem eu detestei, apesar de que alguém possa ter essa impressão porque me estendi na crítica. Volto a dizer, é agradável de ler em uma viagem de ônibus (ou de tram) ou no saguão do aeroporto, mas muito aquém do que o Gaiman pode produzir, mesmo no campo romance best-sellers (leia o Anansi Boys, onde ele foi muito mais sutil nos efeitos e muito mais engraçado). Mas no fim, acho que prefiro muito mais o NG como contista e quadrinista do que como romancista mesmo. Se quer ver o cara em toda sua forma, mande ver em uma das suas duas coletâneas de contos, Smoke and Mirrors e Fragile Things (a ediçào inglesa, por favor, porque a edição brasileira é tristemente capada: tem apenas nove dos cerca de trinta contos do original).
Érre, a intençào foi boa, e eu espero que você discorde de tudo que eu disse e goste do livro. Falhando isso, espero que ao menos goste do presente. O Neil Gaiman parece ser um cara legal, e respeito o esforço e a boa vontade dele. Mas nesse livro, acho eu, ele não acertou.
Badá:
Bem, Daniduc, eu não li o livro (nem ouvi sendo lido), então não posso concordar ou discordar muito da sua crítica.
Mas, mesmo assim, vou discordar. Mas só em três pontos, creio, pequenos:
1 – imagino que seja mesmo decepcionante, se o cara considera que ele não vai ficar melhor que isso, ver que ele já foi melhor do que isso. Mas, pra diluir um pouco a decepção, lembre-se que o Sandman não é um trabalho só dele. Mesmo que a história e os diálogos e quase tudo de mais legal seja dele, grande parte do mérito do Sandman é visual (o que é um pouco mérito do NG também, já que ele planejava as páginas, mas mesmo assim:) um dos dois principais defeitos que você cita é justamente o jeito de narrar (o outro sendo a referência direta demais), e no Sandman o jeito de narrar é (quase) completamente diferente, porque o meio é diferente, então comparar é um pouco injusto. Mais ou menos como reclamar de um audiobook porque o narrador é tedioso. Mas enfim, eu nem ia levantar esse ponto, já chega dele.
2 – dizer que o livro foi escrito como um filme, “como se quisesse facilitar, ou direcionar, a adaptação do seu romance por Hollywood” é meio maldoso, dude. Talvez quando passar o momento da decepção você mude de idéia, talvez não.
É claro, quando se trata de Neil Gaiman, que escreve roteiros pra cinema e tem livros adaptados pro cinema, pode ser fácil imaginar que o livro pode virar filme, e é bem provável que ele próprio saiba disso ao escrever. Mas essa de “mostrar vs. descrever” é um negócio que pode irritar mesmo (eu também às vezes fico de saco cheio) mas é artimanha antiga ( http://en.wikipedia.org/wiki/Show,_don‘t_tell ). Pode ser que tenha surgido com o cinema, mesmo, mas não significa que o livro foi escrito pensando num filme; até porque você, como leitor do blog do NG sabe que ele não deve ter ilusões quanto aos filmes de seus livros saírem como os livros, vide o exemplo do Stardust, que ele mesmo adaptou e ele mesmo modificou – porque, de novo, filme é filme, livro é livro. Não vou nem dizer “ele não escreveu pensando em adaptar!”, porque eu não sou o Glavão Bueno pra saber o que os outros pensam, mas no caso do Interworld, p. ex., no NG com Michael Reeves (que não sei quem é), ele(s) admite(m) que o livro foi escrito porque eles tinham uma idéia pra uma série de TV, escreveram, e todo mundo recusou, então eles pegaram a idéia e transformaram num livro, pra poupar-lhes o trabalho de contar a executivos mais vezes; se alguém ler e se interessar, ótimo, fazem a série, se não, fica o livro. Digo isso não que seja um mérito dos dois fazer um livro assim, só que se o NG diz que escreveu o Graveyard Book pra ser um book, eu acredito. Se ele quisesse escrever um roteiro, ele escreveria um roteiro.
3 – cara, eu já enrolei tanto aqui que esqueci qual era o terceiro… bem, vou inventar um agora: você reclama da explicitação e da previsbilidade. Eu sou completamente a favor de não tratar o criançar como idiotas, nem leitores em geral, e de deixar coisas pra pessoa descobrir depois, quando e se ler o livro de novo. Mesmo assim, não esqueça que o livro É juvenil, e que você é um cara não-juvenil que já leu um zilhão de livros, inclusive do Neil Gaiman. Você inclusive sacou as semelhanças com o Jugle Book (”Claro! Elas estavam óbvias!”) – o que, pra ser feito, necessita de alguém que tenha lido o Jungle Book… (ou pelo menos, assistido ao Mowgli) jovens de 10, 15, 20 anos talvez nunca tenham feito nem uma coisa nem outra.
Conseguir continuar enganando (no bom sentido) seus leitores depois de 20, 30 anos de carreira de escritor ininterrupta é uma puta virtude, que eu nem sei se alguém no mundo tem (você provavelmente saberá me citar alguns), mas não tê-la não é necessariamente uma falha. Até porque, se é como o NG falou – ele resolveu escrever porque achou que não ia melhorar mais – acho justo que ele escreva ‘no estilo dele’, escrevendo do jeito que ele gosta de escrever, usando as artimanhas que ele gosta de usar. Não esperava mesmo que ele iria pegar um livro que ele passou vinte anos esperando pra escrever, que pensou em escrever vendo seu filho andando de bicicleta, e fazer disso uma coisa avant-garde quebrando seus próprios padrões. É mais ou menos como fazer uma serenata com math rock não-convencional… Velho, toque uma balada.
Oquei, chega disso que acho que eu estou prestes a descobrir se há limite de caracteres nos comentários…
November 5, 2008, 5:49 pmdaniduc:
Pãtz, Badá, que mega comentão… justo quando cortei o dedo e digitar uma resposta fica mais difícil. Mas vamlá.
1. Bem, eu não estava comparando com o Sanman. Ou comparei, mas não era essa a idéia, ou o ponto. Mau aí. A idéia era ver que na época do Sandman ele era bom, depois melhorou e, resumindo, ele pode e fez melhor que o Graveyard Book. A decpeção não veio com a comparação com o Sandman, ela veio com a comparação com toda a carreira dele (até onde eu conheço).
2. Ah, dizer que eu estou sendo maldoso, sem ao menos ter lido o livro, é meio maldoso Badá. Ao contrário de ser maldoso, eu tenho a maior boa vontade do mundo com o cara! Eu *gosto* dele! Eu fui na droga do lançamento do livro dele *em outro país* (como desculpa pra ver o outro país, mas yet.) Eu conheço o estilo dele, e sim, descrever ação, até um certo ponto, é legal, e tem (claro) mta coisa boa feita assim – Chandler, p. ex. Mas cara, trust me on this – he *overdid* it. Não é o pior do livro, mas está lá.
3. Ah… um livro (ou obra) é bom independente do seu público alvo! Peter Pan é pra crianças e eu adoro. O Jungle Book também. Pinocchio. Opa, Monteiro Lobato era pra Criança. Tolkien. Jules Verne era juvenil. Hm, tá. Vamos pra algo menos. Batman de Bob Kane. Luluzinha. Bob Esponja! Stardust, do Neil Gaiman é juvenil, e eu gostei! O Genio do Crime é escrito pra guris da quinta série e eu gosto até hoje. Tem livro pra criança bem pequena que até hoje eu acho bom. Me acusar de não ser o público alvo… vamos lá, eu tenho discernimento disso. Usar o “público alvo diferente de mim” pra justificar eu não grokkar, ou não gostar não vale!
E confiar, ou esperar que seu publico nao tenha lido algo pra que venha a gostar da sua adaptacao é… bem… ha… “bobo”. Sim, talvez alguns moleques nao tenham lido o TJB. E talvez outros tenham. E dai? dizer que o seu livro é “para moleques de 10 a 20 anos que nao tenham lido o jungle book” não serve, ou nao deve servir, como desculpa ou justificativa pra escrever um livro ruim – ou mais ou menos, como o NG fez (repito: nao achei ruim, achei mediano – ou mediocre, se preferir. Codigo Da Vinci achei ruim). Um livro (ou filme, ou sei lá) pode e deve ser bom independente de seu publico alvo ou do conhecimento previo do espectador. Apocalypse Now era uma obra prima pra mim mesmo antes de eu lero o Heart of Darkness. Quando eu li, meu respeito pelo Coppola so cresceu. Fica ainda melhor. É só um exemplo. O ponto é: faça o melhor que puder, sem contar com a sorte de o seu livro vai cair nas maos certas ou nao.
E eu não queria que ele fizesse algo fora do estilo dele, avant-gard, diferente! Era justamente o inverso! Minha maior reclamacao do Graveyard Book é justamente que, em vez de fazer algo Neil Gaimanesco, que eu sei que ele faz muito bem e é dele, ele foi lá e adaptou, de maneira um tanto direta e simples, o TJB!! Eu to reclamando que ele *quebrou* seus proprios padroes, nao que ele manteve! Ele sabe mais do que isso! Neil Gaiman consegue pegar uma premissa absurda e inserir num mundo realista. É o *estilo* dele, fazer acreditar em algo absurdo. Ele inseriu deuses antigos vivendo e respirando num mundo real. ele fez um zumbi da maneira mais realista que chega a ser assustador. E no Graveyard ele não fez isso, ele fez… um desenho animado, onde vc sabe o tempo todo que tudo é falso.
Mas sei lá. É só minha opinião. Ela pode ser torta, mas certamente é honesta – não há qualquer maldade, ou falta de boa vontade prévia nela. Continuo gostando do NG, não é pq não curti um livro dele que desqualifico o cara. Eu já não tinha gostado do American Gods bem antes de começar a traduzir o blog dele, ou de comprar vários outros livros – inclusive o Anansi Boys, o qual, aliás, gostei. Mas como eu disse, espero mesmo que vc (e o érre) discordem de mim e gostem do livro. Mas… hã… leia primeiro
(embora eu entenda esse gosto da argumentaçao pela argumentacao)
Abs.
November 5, 2008, 7:15 pmBadá:
Iahuu, discussão!!
1. eu achei que estava, então deixa pra lá
2. Ok, ok, é verdade, eu extrapolei meu direito de falar sobre o que não sei
3. Não falei que o livro pode não ser BOM se for para outro público-alvo, mas que ele pode ser PREVISÍVEL. Isso, foi mal, mas acho que pode. De novo: eu não li o livro. Mas tem um monte de coisas que são previsíveis e legais. Bem, é só contar o tanto de histórias em que o protagonista simpático ‘vence’ do antagonista detestável. Às vezes é bom, às vezes não. Não vou discutir se o livro é bom ou não (na verdade, eu tentei já não fazer isso desde o começo) mas ainda acho que ser previsível ou não depende um pouco do leitor, sim. Não só, mas depende.
Alguns livros do Terry Pratchett são previsíveis (e ainda assim divertidaços); mas eles são previsíveis porque eu já li uns dez livros do Terry Pratchett antes, e o autor se preocupou em fazer o esquema divertido, não inovador. O primeiro que eu li foi megadivertido e, pra mim, uma coisa louca que eu nunca tinha visto (talvez uma vez, no Hitchhiker’s Guide to the Galaxy). O segundo foi megadivertido, e uma coisa louca que eu só tinha visto uma (ou duas) vez(es)…
Só pra reforçar: não tô falando que o livro é bom, nem que a qualidade depende do público-alvo; mas a previsibilidade, em grande parte, sim.
É isso. Não estava tentando defender o NG a qualquer custo, também tem coisas dele que eu não gosto. Eu admito, tô aproveitando pra matar o tempo.
November 5, 2008, 10:06 pm(A propósito, o American Gods eu não tinha tomado a iniciativa de ler porque achava que não gostaria. Mas ele caiu nas minhas mãos, eu li e gostei. )
daniduc:
Hm
1. O “mau aí” da minha resposta original era um “me desculpe por não ter sido mais claro” e não um “opa, voce leu errado, mau aí.” Eu que não fui mto claro. Mau aí.
2. Acho até que vc vai ler e achar que eu to errado. Mãs…
3. É, pode, claro, digo… se ele fez uma adaptaçao de algo, e vc leu o algo. Ok. Mas a critica 3 do dude ao livro nao é que ele era previsivel *apenas*, mas previsivel por seguir um modelo (que, na minha opiniao ele nao precisava seguir e ainda por cima ficar explicitando o modelo. Ele fez um livro convencional, quadradinho, seguindo modelinho de arco de historia enlatada de hollywood (ato I, ato II), convencional, baseado num livro classico. E ele, de novo, podia e fez bem mais que isso. Uma coisa é vc se ligar que SPOILER WARNING do ANANSI BOYS os dois irmaos do anansi boys sao a mesma pessoa logo no comeco (o q efetivamente aconteceu comigo, e ainda assim gostei do livro). Outra coisa é vc se ligar q a historia inteira segue uma estrutrinha padrao, que de tao engessada parece filme, ou desenho, sessao da tarde de hollywood, pra recontar um classico, mas fala diferente. O resultado é agradavel, mas ordinário. Entende?
Eu tbm estou matando tempo. Todos nos estamos… MWUAHUHAU… ahm. tá. passou.
November 6, 2008, 5:31 amrbp:
Permitam-me interromper por um momento.
Obrigado.
November 6, 2008, 12:09 pmdaniduc:
érre: por nada. Mesmo.
November 6, 2008, 12:27 pmBadá:
Pô, agora perdi o fio da meada… eu ia escrever algo genial que ia fazer todo mundo concordar com o mesmo ponto de vista, mas agora esqueci. Deixa pra lá então. Maldita interrupção.
November 6, 2008, 11:19 pmrbp:
Thread killa! Better you than me! Thread killa! Fuck blog comment brutality!
November 7, 2008, 10:23 amdaniduc:
Arbipi is in da háus, arbipi!
November 7, 2008, 10:28 amBarts:
desculpe me meter, mas eu tenho uma pergunta
Dani, voce fez com o NG aquilo que eu tentei fazer e nao consegui??? Hein??? Lembra?
November 19, 2008, 2:54 pm