Fotos
Com o advento da aquisição de uma câmera digital pelo casal Duc, passamos a tirar milhares de fotos. Não uma nem duas, mas várias vezes, fomos questionados quanto a isso por pessoas que queriam saber porque tirávamos tantas fotos. Embora os questionamentos não sejam muito a sério - as pessoas pareciam mais confusas e surpresas com a quantidade de fotos do que seriamente se importando com isso - e o motivo pras milhares de fotos seja bastante simples - tirar foto é barato o suficiente para fazer em grande quantidade - achei interessante explicar porque passei de evitar a tirar muitas fotos. Os questionamentos, na verdade, são apenas uma desculpa pra eu escrever esse post sobre porque eu acho fotografar legal, apesar de antes evitar.
Quando adolescente, me recusava a tirar fotos e a aparecer em fotos. Durante as viagens desdenhava fotografando tudo. As memórias que importam, dizia, são as que ficam na mente. Não preciso de fotos. Apesar de ainda achar que as memórias que ficam na cabeça importem, agora acredito que as fotos são, além de memórias visuais importantes, também meio de expressão interessante.
E é por esses dois motivos que eu acho fotografar legal: registro e expressão; pessoal e social.
Quando era moleque achava que minha memória manteria tudo do jeito que era pra sempre. O tempo passou e hoje sinto falta de ter o registro de pessoas, lugares e, desculpem o cliché, momentos. Nós somos feitos, também, de memórias. Fotos não vão substituir as memórias que importam, como eu dizia na adolescência, mas ajudá-las. Lugares e pessoas mudam, e ter um registro (mais) objetivo dessas mudanças é um excelente complemento ao registro emocional da nossa mente. Esse é o motivo pessoal.
Fotos não são completamente objetivas, porém. Você escolhe o que fotografar e como. E quando se mostra uma foto para alguém, seja porque achou algo bonito, ou interessante, ou apenas pra mostrar como você está ou como é onde você está, se está compartilhando algo seu, se expressando, portanto. Eu quero compartilhar o que estou vendo e como estou vendo com pessoas do meu círculo social. Isso é tão básico que é uma das características definidoras da humanidade: só existimos plenamente em sociedade. Tirando fotos e colocando-as para minha família, amigos (e outras pessoas) verem eu estou mandando notícias de como estou, o que estou fazendo, o que estou vendo, achando interessante e, no fim das contas, pensando. E, aliás, adoraria que outros fizessem o mesmo. De Floripa ou de Toronto, de Sampa ou de Porto Alegre, eu adoro ver as fotos dos outros. É uma forma de manter contato, matar saudades e compartilhar experiências. Esse é o motivo social.
Além disso, como eu disse lá no começo, tirar foto é barato, o que permite que se repita muitas vezes o disparo até que se fique satisfeito com o resultado. Espaço em disco é barato. Impressão é relativamente barato. Conexão internet é barato. Que me custa tirar milhares de fotos? Não muito. Não tenho ilusão de que todas prestam, nem que todo mundo veja ou vá ver todas. Vou selecionando, publicando as que, por motivo ou outro, acho que tem alguma relevância, guardo no meu HD todas e as pessoas vão vendo quando, quanto e como quiserem. Os registros estão guardados, e a função social se faz dinamicamente em cima desses registros.
Pra quem se interessar, então, as fotos:
Ducs em Amsterdam - Abundantes fotos minhas e da Carla na Europa: http://www.flickr.com/photos/ducs_amsterdam/
Carla Duc - aqui a Carla põe as fotos dela sobre assuntos diversos http://www.flickr.com/photos/carladuc
Daniduc - aqui estão selecionadas as que considero as melhores fotos de minha autoria http://www.flickr.com/photos/daniduc/
E aproveito pra agradecer a todos que, de uma forma ou de outra, socializam com a gente, seja via feedback aos nossos textos, fotos, vídeos, ou compartilhando os seus próprios textos, fotos e vídeos, ou ambos. Mantenham o canal aberto, porque no fim das contas, é o que importa
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