Meus quadrinistas favoritos: Art Spiegelman

Art Spiegelman é cidadão americano, filho de sobreviventes do Holocausto. É um artista absolutamente franco, expondo seus conflitos e paranóias de maneira aberta e sensível, à maneira de Robert Crumb, mas com uma diferença: aborda temas extremamente difíceis que polarizam as pessoas, como o Holocausto do povo judeu na Segunda Guerra e o ataque terrorista de 11 de setembro. As duas quase me fizeram chorar.

Contando a história dos pais, ele ganhou um prêmio Pulitzer por MAUS.  A história é narrada através dos olhos do pai, usando uma técnica refinada, tanto no texto como no desenho, mostrando um aspecto humano (tanto negativo quanto positivo) da história. O que é muito fácil de estragar, se o cara não é bom. E Art é.

Acabei de ler In the Shadow of No Towers, edição de luxo linda (em inglês muito mais barata que a em português), não só com capa dura, mas com as páginas duras, reunindo paineis enormes que eram pra ser semanais, mas o autor demorava às vezes 5 semanas para terminar. Art examina a sua própria paranóia e faz uma auto-análise diante do atentado que derrubou o World Trade Center, mostrando o reflexo no indivíduo da loucura política que tomou conta do mundo, e a sua visão disso tudo. As páginas são lindíssimas, cheias de referências à quadrinhos antigos.

Eu ainda vou escrever mais sobre essas duas obras, as únicas que li dele, mas que são suficientes para tornar  Art Spiegelman um dos meus quadrinistas favoritos. Por enquanto eu deixo minha recomendação: leiam.

À sombra das torres ausentes

Maus: a história de um sobrevivente