A nova guerra mundial

Num futuro próximo o spam se torna o problemas mais sério da Internet, somando 91% de todos os dados que trafegam na rede. Com a adoção em massa de sistemas computacionais de código aberto o problema de vírus é praticamente contornado, mas para cada medida anti-spam segue-se uma contra medida eficaz.

Economicamente a vantagem é dos spammers e, num ato de desespero, as corporações de comunicação pressionam o congresso americano a aprovar uma draconicana legislação anti-spam. Logo a União Européia e os países da ALCA seguem o exemplo e adotam medidas legais duras, inclusive autorizando uso de força militar.

Os spammers, se vendo acuados, recuam para os países da ex-União Soviética, único lugar que ainda não adotou a legislação e que conta com infra estrutura de rede boa o suficiente para permitir a continuidade de sua prática. Mas após a prisão e sumário sentenciamento à pena de morte de John Ruvers, um conhecido spammer nos Estados Unidos, parece que o destino da guerra começa a virar em favor das corporações.

Porém, numa atitude inédita, os spammers se unem numa frente terrorista e tiram do ar 6 root servers da Internet por 12 horas, efetivamente comprometendo o acesso mundial à rede, disseminando o caos.

E divulgam uma nota exigindo não só a libertação de John Ruvers, como também a reversão da legislação vigente. Caso suas ameaças não sejam cumpridas, eles irão impedir todo o tráfego legítimo na Internet por tempo indeterminado, causando prejuízos incalculáveis ao mundo. Eles dão um prazo de 48 horas para que suas exigências sejam cumpridas antes de cumprirem as ameaças.

Geroge W. Bush, em seu sexto mandato consecutivo, conseguido após sucessivas manobras e emendas constitucionais, faz um pronunciamento global dizendo que o Estados Unidos da América não se renderão às chantagens terroristas.

Enquanto isso o prazo está escorrendo e técnicos do mundo inteiro pensam como evitar o ataque. Numa manobra audaz, os spammers introduzem ruído suficiente para evitar que se comuniquem utilizando a rede, e os esforços acabam se dividindo. Vários dos maiores especialistas do mundo são então convocados pelo governo americano, e embarcados às pressas para uma base secreta no deserto do Arizona, num conclave emergencial.

É nesse momento que Pablo está trabalhando, sozinho, até tarde, na enorme catedral tecnológica da Casablanca, empresa que comprara 3 anos antes e transformara em seu QG. Absorto, não nota a entrada de dois homens vestidos com ternos pretos, usando óculos escuros e fones em apenas um ouvido…

3 Comments

  1. nei:

    Esta história é puro capitão Marvel. Só falta Pablo dizer Shazam!

  2. daniduc:

    a idéia era exatamente essa ;)

  3. Carla:

    Eu acho que essa história dá um filme! :)