Floresta de Minalbas

Observo quatro filhotes de gato em casa. Eles começam a escalar as garrafas de água empilhadas em cima de uma mesinha. Se atacam e se escondem, pulam e brincam na floresta Minalba de um litro e meio. Eu fico só espiando, esperando a hora em que uma das garrafas finalmente cede, mortalmente desequilibrada por um ataque mais ousado de um deles, e cai com estrondo.

Nesse momento forma-se no ar uma grande nuvem de mini felinos, cada um deles um foguetinho multicolorido indo procurar abrigo na fenda mais próxima.

Dois segundos de silêncio e cautelosamente, patinha aveludada ante patinha aveludada, se aproximam da traiçoeira Minalba caída, sem dar muita confiança, que ela já explodiu em barulhos antes, nenhuma relação com o pega-pega que se desenvolvia em volta.

Cheiram, cheios de manha. Segundos depois, a garrafa rola pelo chão, já reintegrada à brincadeira e assim, meus amigos, o caos continuaria a se instaurar na casa se eu deixasse livre. Mas o gigante recoloca a garrafa no lugar, sabendo que poucas horas no futuro o fará de novo.

E de novo.